Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen World, 2018)

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O novo filme da franquia que começou em 1993 com Jurassic Park entretém, mas mostra o esgotamento da série, mesmo sabendo que virá mais um longa .

“Jurassic World: O Reino Está Ameaçado” tem momentos de grandes sustos, especialmente no prólogo do filme, que tem uma cena de tirar o fôlego. Aí logo no começo vem o balde de água fria, pois a ameaça deixa de ser os dinossauros, com poucas cenas em que os animais aparecem, e passa a ser um vulcão que entrou em erupção e até os mercenários. No ato que começa na mansão, os dinossauros voltam a ser a grande ameaça.  Inclusive as cenas da ilha com o vulcão lembra e muito o longa anterior, também dirigido por J. A Bayona, o ótimo “O Impossível”. Mas o público quer ver sequências com os dinossauros e não um filme catástrofe.

A mansão, cenário da segunda parte do filme lembra e muito o cenário de “O Orfanato”, também do mesmo cineasta. Ou seja, Bayona é sim um ótimo diretor, mas ele reedita aqui cenários e histórias de longas anteriores dirigidos por ele, com isso vem a pergunta: cadê a originalidade?

Mas vale ressaltar também as qualidades do filme, como a junção de animatrônicos e computação gráfica, que deram mais realismo aos dinossauros. As sequências dentro da mansão são os pontos altos, são onde o espectador leva mais sustos. Fora uma subtrama que é revelada no final do longa e que é totalmente ignorada e que poderia ter sido sim melhor explorada. Mas tudo isso é apagado pelo velho maniqueísmo e o discurso politicamente correto. Owen (Chris Pratt) e Claire ( Bryce Dallas Howard)  querem proteger os dinossauros e lutam contra uns mercenários malvados que querem lucrar com as espécies. Será que é preciso mesmo este moralismo nos filmes?

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