Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017)

Avaliação do Autor:

O filme que recuperou o universo da DC Comics depois dos irregulares “Batman Vs Superman” e “Esquadrão Suicida”. Mas um aviso, se você tem problemas com o politicamente correto e com discursos de auto-afirmação, não vá ver este longa, que está recheado disso. Para uns isso é uma qualidade, para outros, um defeito, mas vamos nos pontos mais importantes da produção.

O filme começa um pouco devagar mostrando a infância da Diana e pouco depois mostra ela já adolescente, ou seja, um problema de roteiro, já que a parte da personagem criança poderia ser suprimida das longas duas horas e quinze minutos. Mas o filme começa a ficar bem interessante no momento do resgate de Steve Trevor, um espião britânico que é salvo pela heroína depois do seu avião cair no mar. A partir deste momento, vimos um espetáculo de imagens e com um roteiro que cativa o espectador. O final tem uma interessante reviravolta, que claro que não iremos contar para não dar spoiler. O filme, claro, tem o discurso de afirmação feminista, inclusive mostrando um Steve Trevor extremamente fragilizado, mas tem também a questão racial e sexual, esta última de forma inovadora. Aliás, a crítica a humanidade é o pano de fundo da produção o tempo todo.

Gal Gadot está excelente, mais uma vez, como Mulher-Maravilha e não tem mais como dissociar ela da heroína. Chris Pine( Steve Trevor) tem uma interpretação regular, como de costume na carreira do ator, que ainda está devendo uma grande atuação. Os movimentos de câmera também chamam atenção ao mostrar campos mais abertos, sem tantos zoom, o que mostra o vazio e a frieza dos personagens e da humanidade. Mas nos poucos momentos em que a emoção é mostrada, o zoom é feito de uma maneira caprichada, ou seja, sem exageros.

 

 

 

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