Artista do Desastre (The Disaster Artist, 2018)

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Cinebiografias são sempre chatas e burocráticas, não é? Isso é uma pergunta que muitos fazem ao ler a sinopse de “Artista do Desastre”. Mas quando o espectador começa a ver, percebe um filme divertido, metalinguístico e com ares de produções dos anos 90, justamente a época em que a trama se passa.

James Franco ( Tommy Wiseau) pega um pessoa real, como Wiseau. uma figura naturalmente caricata, mas entrega a melhor interpretação de sua vida, que provavelmente não lhe rendeu uma indicação para o Oscar de melhor ator porque ele chegou a ter seu nome veiculado nesta história toda dos assédios de Hollywood. Mas o Oscar é um prêmio para o talento ou é uma cerimônia política afinal? No final do longa, que Franco também dirige, é possível ver a comparação do Wiseau do filme e o real e aí que dá mais vontade de aplaudir a interpretação dele.

O longa conta a história de Greg Sestero (Dave Franco, irmão do James), um aspirante a ator,que  encontra o estranho e misterioso Tommy Wiseau em uma aula de atuação, eles formam uma amizade única e vão para Hollywood para realizar seus sonhos e fazem “The Room”, que até hoje é considerado o pior filme de todos os tempos.

Apesar de ser um filme engraçado, Franco faz um Wiseau extremamente carente e humano e nos momentos dramáticos, também faz uma interpretação marcante.

Outro mérito do longa é ser, apesar de tudo, um filme otimista e conta com participações de Seth Rogen e bem no final aparece Zac Efron.

O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado.

 

 

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