Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, 2017)

Avaliação do Autor:

Um sopro de criatividade em uma Hollywood que atualmente se dedica a inúmeras sequências e filmes de super-heróis. “Em Ritmo de Fuga” é um filme redondo, uma verdadeira obra-prima.

Bebendo na fonte do mestre Quentin Tarantino, de “Caçadores de Emoção”(1991), o diretor Edgar Wright faz um longa que tudo é interligado, inclusive a trilha sonora é como se fosse uma personagem do filme, que através de um grande trabalho de edição, combina com todos os momentos da produção, até nos passos do protagonista, Baby. Aliás, Wright também faz uma homenagem a “Cantando na Chuva” e “La La Land” quando Baby (Ansel Egort) começa a dançar no meio da rua, em um número musical sutil e delicioso.

O roteiro também é uma perfeição, sem nenhuma ponta solta, o filme flui nas suas quase 2 horas e o espectador nem sente o tempo passar. Além disso, o espectador fica o tempo todo torcendo por Baby, mesmo sabendo que ele cometeu crimes, em mais uma bela sacada do longa, mostrando a fragilidade do protagonista.

Ansel Egort (Baby), até então um ator sem grandes promessas, faz uma boa interpretação e chama a atenção para o seu trabalho, mesmo contracenando com craques como Jamie Foxx (Bats) e Kevin Spacey (Doc), duas participações de luxo. Aliás, o elenco no longa tem um belo entrosamento, como há muito não se via em Hollywood.

Sinopse: O jovem Baby (Ansel Elgort) tem uma mania curiosa: precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Excelente motorista, ele é o piloto de fuga oficial dos assaltos de Doc (Kevin Spacey), mas não vê a hora de deixar o cargo, principalmente depois que se vê apaixonado pela garçonete Debora (Lily James).

Dê sua Opinião