O Destino de Uma Nação (Darkest Hour, 2017)

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Ao ler a sinopse deste filme, muitos dirão: “lá vem mais uma biografia, toda esquematizada e burocrática”. Sim, este longa fala de Winston Churchill, mas não é mais uma biografia massante, como foi “Lincoln”, por exemplo.

Joe Wright sempre foi um cineasta original e ousado e em “O Destino de Uma Nação” ele surpreende nos movimentos de câmera, desde a primeira cena, com a câmera partindo do topo da sala e descendo gradualmente para acompanhar a assembleia que tirou Neville Chamberlain e colocou Churchill no poder até o final do longa, com a câmera seguindo o protagonista e com imagens mais escuras. evitando a luz e o sol, mostrando mesmo que é um momento obscuro do mundo. Os ambientes não são fechados em si e fazem parte de algo maior, interagindo com os personagens.

Gary Oldman (Churchill) sempre foi um ator sensacional e há muito merece ganhar um Oscar e tudo indica que desta vez a estatueta dourada será dele, pois parece que estamos vendo o próprio Churchill na nossa frente e a Academia costuma gostar deste tipo de interpretação. Calma, leitor, você não está atrasado não, realmente os indicados ao Oscar só sairão no dia 23, mas Oldman já desponta como favorito a ganhar o prêmio mais importante do cinema. Mas o elenco todo é um luxo só, com direito a participação de Kristin Scott Thomas, uma excelente atriz, que andava sumida das telonas.

Enquanto “Lincoln”(2012) foi um filme massante e burocrático, com diálogos sonolentos, “O Destino de Uma Nação”, apesar de também falar de política e estratégias, foge desta armadilha, pois o espectador vê diálogos eloquentes e empolgantes e sente a tensão e agonia crescente do protagonista, no caso, Winston Churchill.

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